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Rogério Machado Gregório
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Rogério Machado Gregório
Comentário ·
há 9 anos
Embriagado, ator Fábio Assunção é preso no sertão de PE. Uma vida, uma escolha, uma reflexão
Fátima Burégio
·
há 9 anos
Prezada Doutora Fátima Burégio. A drogadição tem várias nuances. Ainda não existe consenso ou fórmula correta para abordar o assunto, porque seu mecanismo é de todo desconhecido pela própria psiquiatria. Posso dizer que causa espanto mesmo uma pessoa bem sucedida sucumbir a este mundo. E este é o meu caso. Sou profissional do direito também, até então muito bem sucedido, e há alguns anos, perdi tudo o que tinha por este motivo, então tive que começar do zero, degrau por degrau, até assumir uma procuradoria de um município mineiro, algo muito longe do status quo. Mas acredito na abordagem feita pelo NA (Narcóticos Anônimos). Trata-se de uma doença progressiva, incurável e fatal. Também acredito na abordagem do mesmo instituto (que não é consenso), que a drogadição (falamos, na verdade, em "adicção" [do latim adictus = escravo]), é de fato uma doença (olhe no CID10, código F19), que seria preexistente ao próprio uso de qualquer substância. Aí ocorre o encontro avassalador do uso com a doença preexistente (para os leitos fica mais fácil entender como predisposição), que alguns especialistas até se arriscam em dizer que existe uma carga genética. Então, posso afirmar, sem medo de errar, que não se trata de uma escolha, até porque, antes do problema se tornar grave, a pessoa não tem noção que é adicta. Também há a questão bioquímica (serotonina, dopamina e noradrenalina), sem possibilidade de tratar nesse curto espaço. Desta forma, o fato de ser bem sucedido, ter uma vida de fartura em todos os sentidos, estar inserido numa classe social abastada, não é suficiente para impedir o desastre. Não se trata disso também. Ainda é preciso muita pesquisa científica.
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